Portugueses no Pokémon World Championship 2018


Boas Pessoal! Hoje venho aqui para vos falar um bocado sobre o Pokémon World Championship 2018.

Este ano, os Worlds serão realizados em Nashville, a capital do estado de Tennessee, também conhecida como Music City. De 24 a 26 de Agosto, os melhores jogadores dos 4 cantos do mundo, irão juntar-se para decidir os melhores jogadores de Pokémon, quer seja de TCG, VGC ou Pokkén Tournament.

Este ano, teremos 5 jogadores, todos eles de VGC, a participar nos mesmos. No entanto, tivemos 5 jogadores de TCG que também conseguiram a invite para os mesmos e mais 2 de VGC  que também não poderão ir. Decidi então falar com 6 dos 7 jogadores de VGC que conseguiram a mesma.

Começando pelos Masters:

Eduardo Cunha

  • Joga VGC desde 2013
  • 1286 pontos esta época
  • 1º Lugar Portugal
  • 5º Lugar Europa
  • 20º Lugar Mundialmente

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

Em geral, esta época acabou não só por ser algo pelo qual ansiava desde que comecei a jogar VGC, como também uma oportunidade única de viajar pelo Mundo. Conseguir alcançar o convite pago com entrada direta no 2º dia da competição sempre foi o meu objetivo principal, algo que parecia impossível com a minha incapacidade de participar em muitos torneios ao longo do ano. Para além de conseguir alcançar essa meta, ainda consegui receber stipends para todos os Internacionais fora da Europa, fazendo da época de 2018 de longe a minha melhor. Os pontos mais positivos, juntamente com tudo o que já falei até agora, foram ter sido capaz de vencer um sistema que valoriza a capacidade de viajar muito, apesar de apenas ter ido a um único torneio a nível regional, bem como a obtenção de resultados consistentes ao longo da época a nível internacional. Os pontos mais negativos foram o stress constante associado à preocupação que outros jogadores me ultrapassassem em torneios a que não podia ir e o facto de me ter afastado um pouco do meu grupo de amigos fora do Pokémon.

O que esperas dos Worlds? Qual é o teu objetivo mínimo?

Sinceramente, não sei o que esperar deste mundial. Este metagame é muito aberto, tornando-se extremamente difícil conseguir planos para todos os tipos de combinações de Pokémon só com uma equipa. Devido ao meu resultado de 2016, a fasquia está um bocado alta para mim, mas o objetivo mínimo de momento é fazer top cut.

Ruben Pereira

  • Joga VGC desde 2013
  • 335 pontos esta época
  • 2º Lugar Portugal
  • 64º Lugar Europa

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

Avalio esta season como uma desgraça. O ponto positivo, foi que comecei a season com um bom começo logo com top cut em Bilbao, ficando bem posicionado para fazer snowball. O ponto negativo foi que na semana seguinte foi tudo para o lixo.

O que esperas dos Worlds? Qual é o teu objetivo mínimo?

Presumo que seja uma Shitfest desgraçada, graças aos japoneses e aos latinos que me vão dar cabo do juízo. O meu mínimo será alcançar o Day 2.

Guilherme Martins

  • Joga VGC desde 2016
  • 304 pontos esta época
  • 3º Lugar Portugal
  • 94º Lugar Europa

Guilherme Martins não vai poder ir aos Worlds, no entanto, foi-me possível fazer-lhe a primeira pergunta acerca da sua época.

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

Consegui cumprir o meu objetivo esta época que foi conseguir a invite para os Worlds. Tive um começo forte, tendo depois passado por um período pior no início do formato de 2018. No entanto, consegui alcançar o meu objetivo.

Pedro Lima

  • Joga VGC desde 2013
  • 304 pontos esta época
  • 4º Lugar Portugal
  • 98º Lugar Europa

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

É difícil fazer um balanço. Foi a primeira época desde 2014/15 em que investi jogar no circuito durante o ano inteiro com o objectivo de me qualificar para os Worlds, e tive um início terrível. VGC ’17 é um formato que, parecendo que não, se assemelha mais a singles que a doubles (muito dependente de setup em geral). Esse tipo de fluxo de jogo vai contra tudo aquilo que eu sempre tentei fazer como jogador e eu simplesmente não me adaptei como devia. Esta dificuldade de adaptação acabou não só por me deixar muito desmotivado mas também com uma série de resultados medíocres e, consequentemente, quase sem CP (tinha 40 CP antes da mudança de formato). Após a mudança de formato para VGC ’18, pensei que estivesse demasiado atrás em termos de CP para conseguir qualificar-me. O formato era-me imediatamente mais familiar e isso teve um impacto imediato nos meus resultados mas, com um panorama local em queda livre , tive de procurar alternativas. Ironicamente, acabei por selar o convite do outro lado do oceano, com Top 32 nos Regionals de Toronto e Top 64 nos Internationals americanos. O ponto alto da época foi o tempo passado em viagem, penso que é sempre. Ponto mais baixo foi provavelmente ter falhado passar ao segundo dia dos Internationals por causa de um flinch contra Blaziken/Bisharp. Ou ter perdido um set e basicamente um MSS inteiro contra o meu primo apesar de ter 100% auto-win e ter feito 40 jogos contra aquela equipa na noite anterior porque é inaceitável perder contra Palossand. Ou ter feito bubble 5 vezes seguidas em eventos locais. Pensando bem acho que foi aquela vez em que cheguei uma hora antes da hora de fecho das inscrições porque olhei para o horário na página oficial do evento e não para o horário na página do Facebook. Num Sábado de manhã. Às 10.

O que esperas dos Worlds? Qual é o teu objetivo mínimo?
Objectivo mínimo para os Worlds é chegar ao dia 2, apesar de saber que vai ser difícil. Acho que independentemente do meu desempenho vai ser uma boa experiência, que aconselho vivamente a quem gosta mesmo deste jogo.

Filipe Azevedo

  • Joga VGC desde 2013
  • 302 pontos esta época
  • 5º Lugar Portugal
  • 103º Lugar Europa

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

VGC 2017 foi um bom metagame para mim. Consegui Top 16 no Regional de Liverpool e Top 128 no International de Londres. Isto fez com que pouco me faltasse para ter a invite, durante o metagame de VGC 2018. Neste último, fui apenas a 3 torneios a fim de selar a minha invite, tendo ido com equipas menos sérias, como Victreebel ou Palossand, tendo parado de jogar, até ao momento em que comecei a treinar para os Worlds.

O que esperas dos Worlds? Qual é o teu objetivo mínimo?

O meu objetivo mínimo é alcançar o day 2. É nele que estão os melhores jogadores e aqueles que se sentem mais à vontade com o metagame, pois também tiveram que jogar para ter as stipends. O day 1 vai ser um bocado Battle Royale no qual vai ser preciso ter um bocado de sorte nos matchups. Aliás, estou mesmo à espera de encontrar lixo no day 1. O meu objetivo máximo, visto que ainda não tive resultados bons em VGC 2018, seria derrotat o “Rubens” na final.

Terminando assim as “mini-entrevistas” com os masters, passamos agora aos séniores. Tivemos 2 séniores a receber a sua invite para os Worlds, no entanto, apenas consegui falar com um deles.

Diogo Henriques

  • Joga VGC desde 2014
  • 910 pontos esta época
  • 1º Lugar Portugal
  • 12º Lugar Europa
  • 37º Lugar Mundialmente

Como é que avalias a tua época este ano? Quais foram os pontos mais positivos e negativos da mesma?

Nesta época, tornei-me muito melhor jogador do que antes. Aprendi muito, fiz vários amigos e diverti-me muito em todos os torneios em que participei. Decidi testar-me pela primeira vez num torneio fora de Portugal, no Internacional de Londres. Fiz Top 16 e ganhei 200 CP. Esse CP colocou-me no top16 de CP da Europa e fez com que me apercebesse que se continuasse poderia ter Travel Award para os Worlds. No fim da season, fiquei em 2º no Regional de Sheffield e isso garantiu-me a Travel Award para os Worlds. Houve uma altura em que tive ótimos resultados ,no principio da season (5-0 num MSS e a seguir, 5-0 num PC), mas depois da entrada do Intimidate Incineroar comecei a testar várias coisas, mas nada estava a resultar como queria, até que o Edu me deu a sua team de MetaFini (também conhecida como FIZMAL, em Portugal). Depois de a usar várias vezes, percebi que era uma team que se adequava à minha maneira de jogar e decidi usá-la até ao fim da season. Foi uma boa decisão porque foi com essa team que garanti a Travel Award para os Worlds, em Sheffield. A coisa que mais me faz sentir que esta season foi boa é o quanto eu sinto que evoluí como jogador.

O que esperas dos Worlds? Qual é o teu objetivo mínimo?

Espero que nos Worlds consiga ter uma experiência incrível, pois é algo que eu sempre quis e, no mínimo, quero fazer Top8, mas o objetivo é sempre ganhar.


Pois bem, após estas breves entrevistas, conseguimos ficar a saber um bocado mais sobre os vários portugueses que, para a semana , irão estar em Nashville a lutar para se tornarem os melhores do mundo.

Em nome de toda a equipa do Pocket Rotom, resta-me desejar a todos boa sorte e que se divirtam.

PS: Espero que nenhum de vocês esteja a ler este artigo enquanto está no meio do voo para Nashville!

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